Não sei por que os moradores da Baixada ainda reclamam da falta de opções culinárias ou da ausência de empresas com sistema de entrega em domicílio. Circula por aí, ou melhor, por aqui, o Carro da Pamonha. Os “empresários da pamonha” trabalham em dupla. Enquanto um dirige e anuncia os produtos num microfone ligado ao auto-falante no teto do carro, o outro faz o atendimento, embala o produto e recebe a bufunfa. Então não se espante se ouvir: tem pamonha caseira, tem cuscuz com Leite Moça, tem tapioca e bolo de aipim. Se taca!
quinta-feira, 27 de março de 2008
segunda-feira, 17 de março de 2008
Como assim?

Uma frangueira na beira da calçada? Normal. Com aquele preçinho promocional: R$ 5,99? Desconfiador, mas ainda assim normal. Levando-se em conta que num mercado popular da Baixada a guloseima crua e congelada custa em média R$ 4,99. A frase super criativa para anunciar o produto: Frango Show de Bola! De um mal gosto absurdo e uma falta de noção maior que o “Maraca”, mas também pode ser considerada normal. Tudo isso não teria espaço no nosso Baixadão não fosse o ‘banner’ ao lado da frangueira com a seguinte frase: aqui o melhor frango assado na brasa. Como assim frango assado na brasa? Aquilo seria uma frangueira movida a carvão? Ou uma churrasqueira disfarçada de frangueira? Eu hein. Aperta o eject!
Frase da semana
O Baixadão estava abandonado, assim como a peculiar região da Baixada Fluminense. Mas vamos abrir os trabalhos com a melhor frase da semana:
“MINHA FILHA PARECE QUE COMEU PERNA DE CACHORRO. SÓ VIVE CORRENDO NA RUA”.
“MINHA FILHA PARECE QUE COMEU PERNA DE CACHORRO. SÓ VIVE CORRENDO NA RUA”.
sábado, 1 de março de 2008
Arroz de festa
Feijoada é muito bom, mas tem em qualquer lugar. E a Baixada não é qualquer lugar, não é mesmo? Insatisfeitos com o arroz com feijão de cada dia, nossos vizinhos inventaram nada mais nada menos do que a “Arrozada”. Isso mesmo, eu vi, ninguém me contou. Família e amigos reunidos na rua instalados em cadeiras de plástico com prataços do grão branco. Ao contrário do similar escurinho, a “Arrozada” não tem acompanhamentos. Não rola couve, lingüiça, farofa, laranja, aipim, caipirinha, pagode, porra nenhuma. É só arroz mesmo. Mas todo mundo parecia muito feliz. E depois rebatia o banquete com um copão de açaí vendido na esquina e que vinha com tudo em cima: granulado, castanhas, confeti, palitinho de biscoito e as mais variadas coberturas. Aperta o eject!
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